Bem vindos, alunos e demais visitantes!

Este blog foi criado para dar apoio a nossas atividades acadêmicas na disciplina de Estética e História da Arte. Aqui você vai encontrar nosso Programa de Ensino e Aprendizagem com um cronograma de todas as nossas aulas, instruções para elaboração de trabalhos e material de apoio de aulas. Além disso, conto com a ajuda de todos vocês para transformar esta página em uma extensão virtual da sala de aula, compartilhando nossas reflexões, produções e aprendizado.

Bons estudos!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Aula 04. Arte e consumo II: Arte, design e publicidade nos séculos XIX e XX

Principais tópicos abordados:
1. Adorno: indústria cultural e autoritarismo
2. Indústria e artesanato
3. O movimento das Artes e Ofícios na Inglaterra
4. A Art Nouveau internacional: design e publicidade
5. A arte pop
6. Estudo de caso: Richard Hamilton

Para quem tem curiosidade em conhecer mais sobre a arte de Andy Warhol (autor da obra de arte ao lado), vale a pena uma visita ao site do Andy Warhol Museum, de Pittsburgh, inteiramente dedicado ao artista.



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segunda-feira, 19 de março de 2012

Aula 03. Arte e consumo I: A indústria cultural

Principais tópicos abordados: 
1. Conceitos filosóficos do marxismo: infraestrutura e ideologia
2. Escola da Frankfurt
3. A indústria cultural de Adorno
4. Padronização e e escolha
5. Estudos de caso: O Senhor dos Aneis e Harry Potter

Como eu comentei com vocês, o texto de aula do Adorno foi escrito na primeira metade do século XX, mas muitas de suas teses continuam atualíssimas. Para quem tiver interesse nas aplicações contemporâneas da teoria de Adorno - para além do que vimos em sala de aula - recomendo a leitura de um interessante artigo de Antônio Soares Zuin: Sobre a atualidade do conceito de indústria cultural.



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Seguem os dois trailers aos quais assistimos em nosso estudo de caso:

O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei


Harry Potter e as Relíquias da Morte - Parte 2
(Desculpe, pessoal, mas não consegui o link para o trailer legendado)


sexta-feira, 16 de março de 2012

Finalidades e Funções da Arte


Máscara Ngil, Gabão. Museu de Arte de Denver
No dia 5 de março do ano de 2012, foi proposto pelo Professor Alexandre Marcussi um estudo de caso em grupo. Este estudo consistia na análise de duas obras de arte, sendo a primeira uma máscara Ngil, produzida pelo povo Fang, cuja origem está no atual território africano que compreende o Gabão.

A máscara era utilizada, em conjunto com trajes cerimoniais, pelos juízes dos Tribunais durante a punição dos criminosos.

A segunda obra apresentada foi um fragmento da obra intitulada “As Senhoritas de Avignon”, de autoria de Pablo Picasso, produzida entre os anos de 1906 e 1907. Considerada, por muitos, como a primeira obra do cubismo.

A segunda obra foi inspirada na primeira, visto que no início do século XX, máscaras como essas chegaram a Europa, influenciando muitos artistas europeus.

Pablo Picasso - As senhoritas de Avignon (1907). MoMA
Em apertada síntese, nosso grupo delineou as semelhanças entre as obras, as origens, as finalidades e acerca da conveniência da exposição das duas obras lado a lado em um museu.

Com efeito, pudemos observar as semelhanças entre as obras, especialmente no que diz respeito à forma da máscara e da cabeça da figura maior no fragmento da pintura. Verificamos que o formato alongado da máscara é semelhante ao formato da cabeça da pintura maior, ou seja, ambos possuem um formato alongado, assim como os narizes igualmente alongados em ambas as obras.

Os tons avermelhados tanto na pintura quanto na máscara é outro ponto que merece destaque.

Dissertamos, ainda, acerca da finalidade da máscara, considerando que uma máscara é uma descaracterização da pessoa que a utiliza, ou seja, tem como objetivo despersonalizar o julgador fazendo com que se aproxime da imagem da entidade da qual emana seu poder de julgar e punir.

No que tange as finalidades de ambas as obras, chegamos ao entendimento de que não seria possível apreciar as obras dentro do mesmo critério, visto que a máscara foi criada para servir de instrumento para o juiz do povo Fang, por quanto a pintura foi criada para fins propriamente artísticos, para despertar emoções, sensações e sentimentos em seu observador, ou seja, para fins estéticos.

Por fim, opinamos que seria válida a exposição das obras lado a lado em um Museu, considerando que tal exposição incentivaria a reflexão e o entendimento acerca dos aspectos das obras expostas. Fazendo com que o observador possa traçar padrões e paralelos entre as obras de artes permitindo, assim, uma maior compreensão das obras observadas.

O trabalho foi bem avaliado pelo Professor que, por consequência, gerou o convite oportunizando a exposição do trabalho neste Blog que, por sua vez, estimulou o grupo a fazer uma reflexão maior sobre o tema, especificamente na finalidade e funções da obra de arte.

Assim sendo, com base na leitura de alguns textos propostos e aulas ministradas pelo Professor Alexandre, bem como algumas obras relacionadas, o grupo busca se aprofundar um pouco mais no tema.

A eminente Professora Marilena Chauí, em seu livro . Convite à Filosofia: São Paulo: Editora Ática 2002, disciplina que ao longo da História das artes duas concepções acerca da finalidade e funções da arte predominam: a concepção pedagógica e a expressiva.

Tais concepções tiveram sua origem nos pensadores clássicos, Platão e Aristóteles, Platão expôs esta concepção na República, colocando o conceito de pedagogia para a criação de uma cidade perfeita. Aristóteles, por sua vez, discorreu em Arte Poética que sobre arte pedagógica, mais precisamente a tragédia, como instrumento de “purificação espiritual dos espectadores, comovidos e apavorados com a fúria, o horror e as consequências das paixões que movem as personagens trágicas.” (Chaui, 2002, p. 324).

Conforme vimos na aula ministrada no mesmo dia 5 de março de 2012, pelo Professor Alexandre, esta abordagem ressurgiu alguns séculos mais tarde, através do conceito romântico da arte apresentando como sendo um dos elementos o sublime.

Nesse sentido, a Professora Marilena Chaui pontua:

A concepção pedagógica da arte reaparece em Kant quando afirma que a função mais alta da arte é produzir o sentimento do sublime, isto é a elevação e o arrebatamento de nosso espírito diante da beleza como algo terrível, espantoso, aproximação do infinito.” (Chaui, 2002, p.324)

Noutra ponta, temos a concepção da arte como expressão, isto é, “transformando num fim aquilo que para as outras atividades humanas é um meio”, o que podemos entender desta colocação é que a arte transmuta instrumentos sensoriais que utilizamos como meio para atingir nossos objetivos, em um fim.

Nas palavras da Professora Marilena Chaui, como expressão:

 “(...) as artes transfiguram a realidade para que tenhamos acesso verdadeiro a ela. Desiquilibra o instituído e os estabelecidos, descentra formas e palavras, retirando-as do contexto costumeiro para fazer-nos conhece-las numa outra dimensão, instituinte ou criadora”

A arte cria experiências sensoriais proporcionando elementos para que possamos conhecer e compreender nosso próprio mundo, através de símbolos e alegorias. “A palavra alegoria vem do grego, significando falar de outra coisa ou falar de uma coisa por meio de outra. Essa outra coisa é o símbolo” (Chaui, 2002, p. 325).

Aplicando-se os conceitos acima ilustrados ao estudo de caso proposto, analisando-se a máscara, tendemos a concluir que seu criador quis depositar naquele instrumento um simbolismo, descaracterizando o indivíduo que a usaria e, ao mesmo tempo, constituindo aquele objeto como fonte de poder autoridade.

Por outro lado, Pablo Picasso criou um universo de cores, texturas e formas proporcionando elementos para conhecer nosso próprio mundo (Chaui, 2002, p. 325).

Por derradeiro, ainda nos ensinamentos da Professora Marilena Chaui, concluímos que:
Assim, a obra de arte nos traz uma última revelação: mostra que a história é o movimento incessante no qual o presente (o artista trabalhando) retoma o passado (o trabalho dos outros) e abre o futuro (a nova obra, instituinte).” (Chaui, 2002, p. 326).


Participaram deste trabalho os alunos da turma do primeiro semestre do curso de Publicidade e Propaganda da Uniban Anhanguera - Disciplina Estética e História da Arte – Professor Alexandre Marcussi.

Beatriz Oliveira
Bruno Luiz dos Santos
Jorge Toshiaki Koyanagui
Rodrigo Neris Costa

Referências Bibliográficas:
CHAUI, Marilena. Convite à Filosofia: Unidade 8: O Mundo da Prática – Capítulo 3 – O Universo das Artes. São Paulo: Editora Ática 2002.

terça-feira, 13 de março de 2012

Duas fragrâncias, duas pinturas


As marcas mais famosas são as mais concorridas, além daquelas onde um artista cria seu produto próprio, tornando maior o mercado.
 Podemos ver como exemplo o perfume  "M by Mariah Carey" da Cantora  Mariah Carey. Qual fã não iria gostar de ter o mesmo cheiro que seu ídolo?
 Partindo para o lado mais técnico da propaganda do mesmo perfume ("M"), podemos ver que é bem interessante que a modelo que é a própria cantora em um balanço sorrindo demonstrando uma diversão e descontração.

Vemos também outros pontos que da mais valorização a propaganda, ela estar em uma floresta onde o colorido das flores se destaca no pôr do sol que chama a atenção, diferente do que vemos nas cidades.
 Além disso, apreciamos a beleza da cantora com seu vestido branco que destaca suas pernas sua pele morena, dando um olhar mais sensual e sedutor, não muito diferente também de uma obra de arte O Sonho (1910) do pintor Henri Rousseau, onde o cenário da pintura é composto por uma floresta e suas flores grandes e coloridas, o céu azul e que se destaca por si só, e a modelo, que nesse caso é uma mulher "anônima" deitada e aproveitando o que a natureza tem a lhe oferecer.
 



 Observando atentamente as duas artes, tanto quanto a do artista e a do perfume, são muito parecidas, suas intenções e sentimentos são idênticos uma com a outra, e até poderíamos pensar que a obra publicitaria teve como inspiração e inicialização a partir da obra do pintor.


Outro exemplo que temos é a propaganda do perfume J’adore (Dior) onde a modelo mostra luxo, poder, sedução e classe que se destacam pela sua vestimenta e acessórios e cores empregados à propaganda e a modelo e as cores.

O mesmo é atribuído da pintura Adele Bloch-Bauer (1907) de Gustav Klimt onde temos uma mulher que demonstra delicadeza romantismo mais também classe.


segunda-feira, 12 de março de 2012

Plágio, paráfrase e citação: Normas para empregar textos alheios em trabalhos acadêmicos

Pessoal, fica o reforço do que eu comentei em sala de aula: plágio é extremamente anti-ético, além de ser crime. Sigam as normas descritas nos slides abaixo e vocês não terão problemas nesse sentido. Vale lembrar que isso vale para a minha disciplina e para quaisquer textos e trabalhos acadêmicos que vocês venham a escrever no futuro.



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Aula 02. Arte e tecnologia: fotografia e cinema

Principais tópicos abordados:
1. Fotografia e realidade
2. Fotografia de arte
3. Cinema - elementos de conteúdo
4. Cinema - aspectos formais
5. Estudo de caso: Edward, Mãos de Tesoura





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Seguem abaixo os vídeos aos quais assistimos em nossa aula.

Dogville. Dir.: Lars von Trier. 2003.
(Clique para assistir. Não foi possível disponibilizar o vídeo no blog por questões de direitos autorais)

Psicose. Dir.: Alfred Hitchcock. 1960.


Frenesi. Dir.: Alfred Hitchcock. 1972

Capítulos de Leitura Básica - PLT

Como combinamos em sala de aula, segue uma lista com os nomes dos capítulos de leitura básica referentes a cada uma das nossas aulas. O PEA traz apenas a numeração de páginas na edição atual, que não bate com a numeração das edições mais antigas do livro. Quem estiver usando edições antigas (como a edição cuja capa está retratada na imagem ao lado) deve se guiar pelos nomes dos capítulos, listados abaixo:


05/03 – 11. A arte pré-colombiana
             12. A arte dos indígenas brasileiros

12/03 – 31. As novas linguagens da arte

19/03 – 29. A arte da segunda metade do século XX (I)

26/03 – 17. Movimento das Artes e Ofícios e Art Nouveau

09/04 – 2. A arte no Egito
             5. A arte em Roma

16/04 – 18. A influência da Missão Artística Francesa na arte brasileira

23/04 – 4. A arte na Grécia
             9. O Renascimento na Península Itálica

30/04 – 8. A arte gótica
             13. O Barroco na Península Itálica
             15. O Barroco no Brasil

07/05 – 16. A transição do século XVIII para o século XIX

14/05 – 19. O Impressionismo
             21. O final do século XIX na Europa

21/05 – 22. Século XX: primeira metade (I)
             25. O Brasil começa a viver o século XX: o Movimento Modernista
             26. Artistas e movimentos após a Semana de Arte Moderna

28/05 – 29. A arte da segunda metade do século XX (I)
             30. A arte da segunda metade do século XX (II)
             33. A arte brasileira da segunda metade do século XX
             34. Segunda metade do século XX: caminhos da arte brasileira

04/06 – 24. Primeira metade do século XX – arquitetura e escultura
             28. A moderna arquitetura brasileira
             32. Arquitetura contemporânea
             36. Arquitetura brasileira contemporânea

segunda-feira, 5 de março de 2012

Aula 01. Conceitos essenciais: os usos da arte

Principais tópicos trabalhados:
1. Historicidade do conceito de arte
2. A Estética no Romantismo
3. A produção social e institucional da obra de arte
4. Outras finalidades da arte
5. Estudo de caso: arte africana e cubismo

Para quem tiver mais interesse sobre as obras que estudamos no nosso estudo de caso, seguem dois links para aprofundamento: a página do Museu de Arte de Denver que abriga a máscara que nós estudamos e o verbete da Wikipedia sobre a tela de Picasso.

Clique na imagem abaixo para visualizar os slides de aula:



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