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Bons estudos!

sábado, 21 de abril de 2012

Arte, história e política


Na data de 9.4.2012, foi proposto um estudo de caso, onde o objetivo era analisar o projeto arquitetônico do Volkshalle, de autoria de Albert Speer, encomendando pelo ditador alemão Adolf Hitler. Acima temos a maquete do mencionado projeto

O projeto foi inspirado no Panteão Agripa, em Roma, cuja figura está logo abaixo:


Com efeito, o grupo deveria, em apertada síntese:
  • ·    Apontar semelhanças entre o Panteão de Agripa e o projeto Volkshalle;
  • ·    Responder por que Adolf Hitler buscou inspiração na arquitetura do Império Romano para construir o Volkshalle; e
  • ·    Traçar um paralelo entre a função do Panteão de Agripa e o sentido político do edifício na Alemanha nazista.
Em nova síntese, o grupo discorreu que semelhanças formais entre as construções eram a construção em forma de domo, o amplo espaço interior, a escadaria na entrada, as colunas e a cor branca da construção.

As inspirações no Império Romano decorreram do fato do Império ser centralizador e ter conquistado um vasto território, buscando agregar o máximo possível de territórios ao seu Estado. Assim a construção no coração de Berlim era uma forma do III Reich centralizar o seu poder e demarcar o território alemão como centro do poder das regiões que, tal qual Roma, conquistasse.

Por fim, dada às proporções da obra analisada, concluímos que o sentido político do projeto era cultuar o Estado nazista e, principalmente, a figura de Adolf Hitler e, novamente, a centralização do poder em detrimento do poder das nações eventualmente conquistadas.

Após assistir o documentário “Arquitetura da Destruição” indicado pelo professor Alexandre, posteriormente a realização do estudo, o grupo acrescentaria que a inspiração de Adolf Hilter proveio de sua apreciação pelas artes e pela antiguidade Roma e Grécia.

Hitler era um pintor que não obteve muito sucesso na área, sendo rejeitado pela Academia de Viena. Tinha admiração por Richard Wagner, famoso compositor, que compartilhava algumas de suas ideologias.

Hitler nutria admiração por Grécia e Roma, prestigiava a cidade-estado Esparta, por considerar um povo puro, bem como Roma pelo vasto império que conquistou. Aliás, Roma influenciou Hitler profundamente, sendo que uma frase em especial pode sintetizar o que ditou os rumos da segunda guerra mundial para Hitler “travou uma guerra moderna com objetivos antigos”, ou seja, conquista de territórios.


Visando sedimentar o conhecimento proporcionado pela aula e pelo estudo de caso, o grupo realizou uma pesquisa acerca do uso da arte, propaganda e o controle de informações para formar crenças e valores.


O caso nazista é o mais emblemático, porém, podemos verificar a utilização das mesmas ou semelhantes estratégias no presente. É o caso da República “Democrática Popular” da Coréia, mais conhecida como Coréia do Norte.


Para entender a propaganda Norte Coreana, é necessário ter em vista o movimento conhecido como Realismo Socialista, estilo consagrado entre os anos de 1930 a 1960, característicos de regimes comunistas stalinistas. Influenciando fortemente a propaganda estética e politica Norte Coreana.


O estilo foi largamente utilizado na União Soviética, China e na Coreia do Norte. Para fins de comparação seguem duas obras, “Rosas para Stalin” (figura 1) de 1949 e o mural na entrada do Museu Nacional de Pyongyang (figura 2):

 


Figura 1: http://12-efe.blogspot.com.br/2009/05/o-regresso-do-realismo.html
Figura 2: http://www.youtube.com/watch?v=Y-cLhRhbxnI&feature=player_embedded#!


E com o intuito de aprofundar os estudos destas ferramentas, o grupo convida todos seus leitores a assistir um documentário “Toda a verdade - Coreia do Norte” onde se pode observar a utilização de tais ferramentas.

O documentário está disponível no YouTube:



Infelizmente o link do documentário, com legendas em português, não traz a autoria do documentário, motivo pelo qual deixo aberto o espaço para a reivindicação dos créditos, deixando registrada a admiração e apreço pelo trabalho desenvolvido.

Em breve resumo, a Coréia do Norte é o resultado de ocupações norte-americanas e soviéticas ocorridas em 1945, após o término da Segunda Guerra Mundial. Alguns anos mais tarde, mais precisamente em 1950, houve a Guerra das Coreias, conflito que jamais terminou oficialmente, porém foi interrompida por um armistício.

Oficialmente a Coreia do Norte é uma república socialista, no mundo real é uma ditadura totalitarista. Seu primeiro líder foi Kim Il-sung, com sua morte, seu herdeiro Kim Jong-il assumiu o poder. Em 17 de dezembro de 2011, o mundo foi agraciado com o falecimento do Kim Jong-il, tendo seu filho Kim Jong-um.

Porém, o ponto central é a utilização da arte e propaganda por parte do governo totalitarista da Coréia do Norte para submeter o povo ao seu poder. Conforme se pode verificar do documentário acima indicado, o ponto inicial do tour de turistas estrangeiros começa no Museu Nacional de Pyongyang, onde logo na entrada é possível ver um mural, com fortes referências ao exército norte coreano, junto com o povo:


O mencionado mural enaltece a figura de Kim Il-sung que, segundo o documentário, reescreveu a história recente da Coreia do Norte, conferindo-lhe uma aura quase divina:


O Mural retrata traços característicos da propaganda socialista, mostrando o ditador cercado por soldados (exército), marinheiros (marinha), pilotos (aeronáutica) e crianças, aparentemente, retratando o povo em menor escala.

Dentro do aludido Museu, além de algumas potenciais manipulações históricas, há um impressionante mural retratando a batalha de Seul, ilustrando o exército Norte Coreano em posição heroica e vantajosa, porém duvidosa, abaixo:


Abaixo detalhe do mesmo mural:


 Abaixo podemos observar uma mostra da arquitetura de um prédio do Estado, o chamado “Palácio do Povo”, observa-se na foto que apesar de ser razoavelmente grande, não é de proporções que chamem a atenção, como o projeto do Volkshalle, mas lembra os estilos greco-romanos:

Ao longo das Avenidas de Pyongyang não há cartazes ou outdoors com publicidades e propagandas de produtos ou serviços, como é comum na maioria dos países, mas sim posters com propaganda ideológica do regime comunista:


Canal nacional, onde são exibidos programas com músicas patrióticas, discursos militares, documentários sobre o ex-ditador Kim Jong-Il e instruções da melhor forma de se usar um rifle Kalashinikov:


Porém o maior destaque vai para a enorme escultura de Kim Sung-Il, no centro de Pyongyang. Podemos perceber a utilização de estratégias vistas nas aulas, utilizadas por outros imperadores ou ditadores como, por exemplo, forçar o observador olhar para cima objetivando a contemplação do ditador elevado aos céus:


Abaixo uma visão que nos permite visualizar a dimensão da escultura:


A exemplo do Império Romano, onde o imperador espalhava sua imagem ao longo das regiões conquistadas, podemos observar o uso desta estratégia no regime Norte Coreano, onde a imagem do líder está espalhada por todos os lugares em forma de fotografias:


Esculturas:


Pinturas:


Murais:


Por fim, a Coreia do Norte também possui seu “Arco do Triunfo”, como podemos ver abaixo:


Em conclusão podemos verificar que algumas estratégias utilizadas desde a antiguidade até a história moderna, continuam sendo empregadas até os dias de hoje. A arte e a propaganda podem ser aplicadas de forma perigosa para estabelecer uma comunicação de poder, colocando os governados em uma posição de submissão.

Por fim, para aqueles que desejarem visualizar com maiores detalhes as informações contidas neste trabalho, recomendamos, mais uma vez, o documentário “Toda a verdade - Coreia do Norte” onde além de conhecer um pouco mais do sofrido país, sedimentar os conhecimentos transmitidos em sala de aula.

Participaram deste trabalho os alunos da turma do primeiro semestre do curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Anhanguera - Disciplina Estética e História da Arte – Professor Alexandre Marcussi.

Abmael Ventura
Barbara Volcov
Beatriz Oliveira
Jorge Toshiaki Koyanagui
Rodrigo Neris Costa
Gerson Aureliano

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